Porcopedia:Curiosidade/Março 2010

De Porcopedia - A Enciclopedia do Palmeiras

Todo palmeirense se lembra que Marcos fora campeão mundial pela seleção brasileira em 2002, defendendo a camisa do Palmeiras. E de Zinho e Mazinho na Copa de 94, ambos campeões mundiais e jogadores do Palmeiras.

Mas nem todos sabem que a seleção NUNCA fora campeã mundial sem que ao menos um jogador palestrino estivesse no elenco.

Conheça todos os jogadores campeões do mundo pela seleção Brasileira e que, na época das conquistas, vestiam o manto verde e branco.


Tabela de conteúdo

1958

Mazzola

Mazzola (José João Altafini)


Jogou no Palmeiras de janeiro de 1956 a abril de 1958. (114 jogos, 85 gols)

Por conta de uma possível semelhança física com Valentino Mazzola, antigo craque da Seleção Italiana, José João Altafini ganhou o apelido que lhe acompanharia pelo resto da vida. Bastaram pouco mais de dois anos para ele ser reconhecido como um dos maiores jogadores do Palmeiras de todos os tempos. Oportunista, ótimo nos deslocamentos, Mazzola veio do Clube Atlético Piracicabano, de sua cidade natal (Piracicaba-SP), e carregou o Palmeiras nas costas com seus gols durante um período de poucas alegrias e nenhum título.

Embarcou para a Copa do Mundo de 1958 na Suécia, como titular da Seleção Brasileira, perdendo o lugar para Vavá durante a competição. Na volta, já campeão do mundo, foi negociado com o Milan da Itália, que pagou por ele 25 milhões de cruzeiros. Parte do dinheiro foi aplicada na contratação dos craques Julinho e Djalma Santos.

Na Itália, Mazzola (lá chamado de Altafini) tornou-se o 4º maior goleador da história do campeonato nacional, com 216 gols marcados em 459 partidas pelo Milan, Napoli e Juventus, entre 1958 e 1976.

Jogou ainda a Copa do Mundo de 1962 pela Seleção Italiana, o que na época era permitido pela FIFA.

Hoje, Mazzola vive em Turim, onde trabalha como comentarista esportivo.


  • Na Copa do Mundo de 1958 (3 jogos, 2 gols)
  1. Brasil 3 x 0 Áustria (marcou 2 gols)
  2. Brasil 0 x 0 Inglaterra
  3. Brasil 1 x 0 País de Gales



1962

Djalma Santos

Djalma Santos (Dejalma dos Santos)


Jogou no Palmeiras de 1959 a 1968. (498 jogos, 10 gols)

Quando chegou ao Palmeiras aos 30 anos, Djalma Santos já era um craque consagrado. Havia sido campeão do mundo pela Seleção Brasileira um ano antes, na Copa da Suécia. Era titula da Portuguesa desde 1949, e considerado o melhor lateral-direito do planeta. Só lhe faltava mesmo um título, que Djalma tratou de conquistar logo em 1959, na sua primeira temporada vestindo verde: o de campeão paulista.

Dono de técnica e preparo físico invejáveis, seus arremessos laterais cobrados diretamente para a área do adversário pareciam verdadeiros cruzamentos. Djalma Santos tinha presença cativa nas escalações da primeira Academia, a dos anos 60, e com ela conquistou quase todos os títulos possíveis na época, do estadual à Taça Brasil e o Robertão. Só ficaram faltando mesmo o Mundial Interclubes e a Libertadores.

Pela Seleção, a conduta de Djalma permaneceu intocável, com a conquista do bicampeonato mundial em 1962, no Chile, e a participação de sua 4ª Copa do Mundo, na Inglaterra, em 1966 (havia participado também do Mundial da Suíça em 1954). Além de tudo isso, Djalma foi um recordista de logenvidade. Parmaneceu como titular do Palmeiras durante 9 anos, e depois disso, ainda teve fôlego para jogar e ser campeão pelo Atlético-PR de 1968 a 1970.

Em 1958, entrou no lugar do titular De Sordi, contundido, e em apenas 90 minutos, foi eleito o melhor jogador da posição do Mundial.

Em 1963, foi o único brasileiro a integrar a Seleção da FIFA, que enfrentou a Inglaterra no estádio de Wembley.

Djalma Santos faleceu em Uberaba-MG no dia 23 de julho de 2013.


  • Na Copa do Mundo de 1962 (6 jogos, 0 gols)
  1. Brasil 2 x 0 México
  2. Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia
  3. Brasil 2 x 1 Espanha
  4. Brasil 3 x 1 Inglaterra
  5. Brasil 4 x 2 Chile
  6. Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia



Vavá

Vavá (Edwaldo Izídio Netto)


Jogou no Palmeiras de julho de 1961 a dezembro de 1964. (142 jogos, 71 gols)

Em 1958, quando ganhou com o Brasil sua primeira Copa do Mundo, Vavá era jogador e ídolo do Vasco. Mas em 1962, ano do bi mundial da Seleção Brasileira, no Chile, o "Peito-de-Aço", como era chamado, já pertencia ao Palmeiras.

Entre um Mundial e outro, esse centroavante raçudo, titular da Seleção dos sonhos que tinha Gilmar, Djalma Santos, Nílton Santos, Didi, Garrincha e Pelé, também jogou no Atlético de Madrid.

Vavá faleceu em 19 de janeiro de 2002.


  • Na Copa do Mundo de 1962 (6 jogos, 4 gols)
  1. Brasil 2 x 0 México
  2. Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia
  3. Brasil 2 x 1 Espanha
  4. Brasil 3 x 1 Inglaterra (marcou 1 gol)
  5. Brasil 4 x 2 Chile (marcou 2 gols)
  6. Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (marcou 1 gol)


Zequinha

Zequinha (José Ferreira Franco)


Jogou no Palmeiras de 1958 a 1968. (417 jogos, 40 gols)

Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira no Chile em 1962, como reserva de Zito, Zequinha veio do Náutico. Antecessor de Dudu, fez dupla com Ademir da Guia no início da carreira do Divino.

Zequinha, que era cunhado do ex-zagueiro Minuca, só perdeu lugar no time com a chegada de Dudu.

Faleceu no dia 26 de julho de 2009, em Olinda-PE. Era dono de uma lotérica na cidade.


  • Na Copa do Mundo de 1962 foi reserva de Zito. Não atuou em nenhum jogo.


1970

Baldochi

Baldochi (José Guilherme Baldochi)


Jogou no Palmeiras de 1967 a 1971. (231 jogos, 0 gols)

Quando o Brasil foi tricampeão mundial no México, um dos representantes era o vigoroso zagueiro Baldochi, reserva de Brito.

O melhor momento da carreira de Baldochi aconteceu no Palmeiras. Na época que foi contratado pelo Verdão, o zagueiro titular era Djalma Dias, ídolo da torcida. Como Djalma não renovou o contrato, o ex-zagueiro do Batatais assumiu a condição de titular.

Após o Mundial do México, se transferiu para o Corinthians. A transação entre Corinthians e Palmeiras foi feita na base da troca. O Timão recebeu Baldochi e em troca cedeu ao Verdão os passes do ponta-direita Paulo Borges e o zagueiro Polaco.

Baldochi vive hoje em Batatais-SP, sua cidade natal, onde é fazendeiro e comerciante.


  • Na Copa do Mundo de 1970 foi reserva de Brito. Não atuou em nenhum jogo.


Émerson Leão

Leão (Émerson Leão)


Jogou no Palmeiras de 1968 a 1978 e de 1984 a 1986 (617 jogos, 460 gols sofridos)

Um dos melhores goleiros do país de todos os tempos, Émerson Leão foi o 3º goleiro do Brasil na Copa do México. Foi titular da Seleção Brasileira nos mundias de 1974 e 1978, na Alemanha e Argentina. Na Copa da Espanha, mesmo sendo o melhor goleiro da época, foi rejeitado por Telê Santana, que preferiu chamar Valdir Perez, Paulo Sérgio e Carlos. Foi a sua 4ª Copa, a do México em 1986, como reserva do goleiro Carlos.

Ídolo do Palmeiras por muitos anos, jogou também pelo Vasco, Grêmio, Corinthians e Sport, onde em 1987, acumulou as funções de goleiro e treinador. Veio do Comercial de Ribeirão Preto em 1969 e jogando menos de um turno do Campeonato Paulista daquele ano, tornou-se titular.

Com seu nome começava a escalação da 2ª Academia, a dos anos 70. Leão formou uma das maiores defesas da história do Palmeiras, ao lado de Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca.

Leão é técnico de futebol e atualmente está sem clube. Seu último clube foi o Sport em 2009.


  • Na Copa do Mundo de 1970 foi 3º goleiro. Não atuou em nenhum jogo.


1994

Zinho

Zinho (Crisan César de Oliveira Filho)


Jogou no Palmeiras de 1992 a 1994, de 1997 a 1999 e 2002 a 2003 (333 jogos, 56 gols)

Zinho já era duas vezes campeão brasileiro pelo Flamengo (1987 e 1992) quando chegou ao Palmeiras. Em seu 1º ano foi vice paulista, jogando com César Sampaio e Evair. A partir de 1993, atuando ao lado de vários craques trazidos pelo acordo com a Parmalat, como Edmundo, Edílson e Mazinho, tornou-se um dos jogadores mais vitoriosos da história do clube.

Na Copa do Mundo de 1994, Zinho foi titular absoluto no meio-campo do Brasil de Carlos Alberto Parreira. Contudo, obrigado a ajudar na marcação, viu-se impedido de avançar ao ataque, de forma que seu futebol não chegava ao nível de suas atuações pelo Palmeiras. Logo vieram as críticas, e a imprensa esportiva da época foi extremamente dura com o jogador, que passou a ser ironizado com o apelido de enceradeira. No entanto, seus críticos tiveram de engolir as palavras com a conquista do tetra-campeonato.

Após a Copa do Mundo, Zinho foi jogar no Japão, porém, três anos mais tarde, voltava ao Palmeiras. Nesta sua segunda passagem, pelo Palestra Itália, conquistou a Libertadores da América de 1999, seu principal título da carreira, depois da Copa do Mundo.

Zinho encerrou a carreira no Miami FC, onde virou treinador. É o técnico da equipe até hoje.


  • Na Copa do Mundo de 1994 (7 jogos, 0 gols)
  1. Brasil 2 x 0 Rússia
  2. Brasil 3 x 0 Camarões
  3. Brasil 1 x 1 Suécia
  4. Brasil 1 x 0 Estados Unidos
  5. Brasil 3 x 2 Holanda
  6. Brasil 1 x 0 Suécia
  7. Brasil 0 x 0 Itália


Mazinho

Mazinho (Iomar do Nascimento)


Jogou no Palmeiras de 1992 a 1994 (127 jogos, 2 gols)

Mazinho destacou-se no Vasco como lateral-esquerdo. No Palmeiras foi aproveitado como lateral-direito e conquistou o título estadual de 1993 nessa posição. No entanto seu tutebol explodiu no time ao passar para o meio-campo.

Jogou tão bem nesse setor que foi convocado para a Seleção Brasileira e foi a Copa dos Estados Unidos. Tornou-se titular da equipe no decorrer da competição, tirando a vaga do então titular Raí.

Como atuava nas duas laterais e ainda se arriscava de meia, Mazinho acabou fazendo muito sucesso na Europa. Na Itália, brilhou por Lecce e Fiorentina.

Voltou ao Brasil para ajudar a tirar o Verdão da fila e depois se transferiu para o futebol espanhol, já consagrado como atleta de grande versatilidade.

Encerrou a carreira no Celta de Vigo-ESP e se estabeleceu na cidade. Seu filho, Thiago Alcântara, nascido na Itália e criado na Espanha, joga no Barcelona e na seleção espanhola sub-16.

Em janeiro de 2009, Mazinho aceitou o convite e foi ser treinador da equipe grega do Aris Salônica. Sua experiência durou até novembro daquele ano, quando foi substituído pelo argentino Héctor Cúper.


  • Na Copa do Mundo de 1994 (6 jogos, 0 gols)
  1. Brasil 2 x 0 Rússia
  2. Brasil 1 x 1 Suécia
  3. Brasil 1 x 0 Estados Unidos
  4. Brasil 3 x 2 Holanda
  5. Brasil 1 x 0 Suécia
  6. Brasil 0 x 0 Itália



2002

Marcos

Marcos (Marcos Roberto Silveira Reis)


Joga no Palmeiras desde 1992 (482 jogos)

Mais que ídolo, Marcos Roberto Silveira Reis virou santo, canonizado pela torcida como São Marcos depois de sua atuação contra o Corinthians na primeira partida das 4ªs de final da Libertadores de 1999. A partir dali, os milagres continuariam e Marcos foi considerado o melhor jogador do campeonato conquistado pelo Verdão. No ano seguinte, na semifinal da mesma competição, defendeu um pênalti de Marcelinho que colocou o Palmeiras na decisão contra o Boca, despachando o Timão novamente.

Durante muito tempo, Marcos foi reserva de Velloso e sua estreia de verdade no time aconteceu diante do Botafogo de Ribeirão Preto pelo Campeonato Paulista de 1996, quando defendeu um pênalti. Mas só se tornaria titular, 3 anos depois, com a chance dada pelo técnico Luiz Felipe Scolari que, em 2002, também o convocou para a Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul para ser o dono da camisa 1 da equipe campeã.

Marcos foi o único jogador da Seleção a não ser substituído em toda a Copa pelo técnico Felipão. Seu reserva era Rogerio Ceni. Foi considerado por muitos o melhor goleiro da Copa, pois Kahn, no jogo final contra o Brasil, falhou feio no primeiro gol de Ronaldo, praticamente arriscando a sorte da Alemanha naquele jogo.

No mesmo ano, foi eleito o quarto melhor goleiro do mundo, ficando atrás apenas de grandes nomes como Oliver Kahn (então vice-campeão do mundo) e Iker Casillas, que por sua vez tinham maior presença na mídia por atuarem em grandes clubes europeus.

No dia 1º de dezembro de 2008, o goleiro Marcos se surpreendeu ao ser merecidamente eleito o terceiro jogador mais popular do mundo pela IFFHS - Federação Internacional de Estátisticas e História do Futebol -, ficando a frente de jogadores como Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi.

E para coroar sua gloriosa carreira, foi eleito o terceiro melhor goleiro do campeonato brasileiro de 2008.


  • Na Copa do Mundo de 2002 (7 jogos, 4 gols sofridos)
  1. Brasil 2 x 1 Turquia
  2. Brasil 4 x 0 China
  3. Brasil 5 x 2 Costa Rica
  4. Brasil 2 x 0 Bélgica
  5. Brasil 2 x 1 Inglaterra
  6. Brasil 1 x 0 Turquia
  7. Brasil 2 x 0 Alemanha


Fontes:

  • Almanaque do Palmeiras, de Celso Unzente e Mário Sérgio Venditti
  • "Que fim levou ?" - site do Mílton Neves
  • Site da FIFA


Colaboração: Marco Bianchini (http://twitter.com/MarcoBianchini)


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