José Junqueira de Oliveira

De Porcopedia - A Enciclopedia do Palmeiras

JUNQUEIRA
José Junqueira de Oliveira
Informações pessoais
Nome Completo José Junqueira de Oliveira
Nascimento 26 de fevereiro de 1910
Vargem Grande (SP) Brasil
Falecimento 25 de abril de 1985
São Paulo (SP) Brasil
Altura
Peso
Destro
Apelido Quita
Informações profissionais
Número
Posição Zagueiro
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (gols)
1931-1945 Palmeiras 326 (0)
Seleção nacional
Brasileira
Paulista

José Junqueira de Oliveira (Vargem Grande do Sul, São Paulo, 26 de fevereiro de 1910 — São Paulo, 25 de abril de 1985) foi um jogador de futebol brasileiro. Junqueira foi considerado o melhor zagueiro que a Sociedade Esportiva Palmeiras já teve antes do famoso jogador Luís Pereira. Foi o primeiro jogador a ser homenageado com um busto no Estádio Palestra Itália. Depois dele apenas Ademir da Guia e Waldemar Fiúme receberam tal homenagem.


Tabela de conteúdo

Biografia

Junqueira e Oberdan, defesa que ninguém passa
Estátua de Junqueira

Junqueira vestiu a camisa do Palmeiras de 1931 a 1945 conquistando diversos títulos. O Palestra Italia/Palmeiras foi único clube que defendeu em toda a carreira. Começou no Palestra e terminou no Palmeiras. Também foi capitão por diversas vezes da Seleção Paulista, além de ter feito algumas participações com a camisa da Seleção Brasileira na década de 1940.


Foi um dos maiores zagueiros da história do Palmeiras. Capitão da equipe durante todo o período em que jogou com a camisa alviverde. Participou da Seleção Paulista e também da Brasileira. O Palmeiras foi o único clube da carreira de Junqueira. Por este motivo, ganhou um busto em bronze nos jardins do Palestra Itália. É o maior vencedor do Campeonato Paulista no Palmeiras, com 7 conquistas.



Quintinha

JUNQUEIRA! JUNQUEIRA! JUNQUEIRA! Quantas vezes este brado sacudiu nossas Praças de esportes! E o público emocionado acompanhava as calmas jogadas do “Homem Elástico”, que na zaga esquerda, tanto palestrina como paulista, deixava “tontos” ponteiros e meias contrários. Junqueira é indiscutivelmente o protótipo do futebolista. Não foi ele – infelizmente – contaminado pelo “vírus” do convencimento, como muitos outros campeões. Além de “Mago da Pelota” é rapaz muito simpático e de fino trato.

Vamos procurar descrevê-lo: alto, porte soberbo, tez moreno, cabelo aloirado, ligeiramente ondulado, dentes alvos, olhos “castanhos vivos”, em que se lê perfeitamente uma de suas maiores virtudes: a franqueza. Por um dever de lealdade, porém avisamos às nossas leitoras que “Mestre” Junqueira não é solteiro... Há sete anos é o marido modelar da virtuosa sra. Maria Aparecida Orsi. Portanto... quem avisa amigo é...

Encontramos “Mestre” Junqueira no Parque Antártica, por ocasião do treino costumeiro dos palestrinos. Ao saber que desejávamos entrevistá-lo, colocou-se a nossa disposição.

José Junqueira de Oliveira, vulgo “Quitinha”, é natural de Vargem Grande, neste estado, onde veio ao mundo, em 26 de fevereiro de 1910. São seus progenitores José de Oliveira Costa e sra. Guilhermina de Oliveira. Mal sabia andar e já se entusiasmava pelo futebol. Quando pegava numa bola, não havia santo que a fazia largar. Estava trabalhando para ser campeão; jamais poderia fugir ao que deveria ser, e não fugiu, para gáudio de seus “fã”. Aos 12 anos, iniciou-se de vez, quando entrou para o quadro Ginásio Diocesano de Botucatu, onde permaneceu por bem 4 longos anos, sempre como “back” direito. Transferiu-se para Araraquara, passou a defender as cores do Mackenzie College, sempre na mesma posição. Ali permaneceu dois anos e meio. Depois, foi o nosso “Junca” para o Paraná onde ficou sem contato com a bola quase três anos. Tende fixado residência na terra dos pinheirais, desinteressou-se (aparentemente) do “pébol”. Quem o descobriu foi o pranteado cav. Ernesto Giuliano, um dos palestrinos da velha guarda, que convidou-o à treinar no alvi-verde.

Nesse tempo, 1931 era Bianco Spartaco Gambini, o popular “gorrinho vermelho” o treinador do Palestra. Sendo Loschiavo zagueiro direito titular, foi Junqueira deslocado para a esquerda, onde se adaptou perfeitamente , conseguindo “abafar”, como se diz vulgarmente. Durante dois anos, formou a zaga alvi-verde com Loschiavo. Em 1933 Carnera ingressou nas fileiras palestrinas, e daí, surgiu a mais famosa zaga brasileira de todos os tempos, e que até hoje é a mais firme dos nossos campos: CARNERA-JUNQUEIRA.

Perguntamos quantas vezes Junqueira foi campeão... ao que ele nos retrucou: “Fui tri-campeão para meu clube 32, 33 e 34: em 33 além de ser Campeão Paulista, fui campeão brasileiro e inter-estadual. Portanto, num ano, três vezes campeão. Em 1936, novamente o Palestra conquistou o título, e agora, em 1940 também sagrou-se Campeão Paulista. Junqueira, pois, como se vê, já foi sete vezes campeão. É conta de mentiroso mas é verdade.

Indagamos nosso grande zagueiro, o que ele pensava do atual campeonato, e ele respondeu com toda franqueza: “Para falar a verdade, começamos muito mal, pois estamos em terceiro lugar com três pontos perdidos. Nossa entrevista estava por findar, quando arriscamos mais uma pergunta: Como se acha no Palestra?

“Contentíssimo. Todo mundo é camarada. Cada dia que passa , mais satisfeito me sinto no Palestra Italia onde espero e conto permanecer no mínimo por mais dez anos...”

  • Por Iolanda Minitti, 1941 (retirado do site Palestrinos)



Títulos

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Estatísticas

  • Partidas pelo Palmeiras: 326
  • Número de Vitórias: 201
  • Número de Empates: 73
  • Número de Derrotas: 52
  • Gols pelo Palmeiras: 0
  • Partidas pela Seleção:
  • Gols pela Seleção:

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